13 abril 2011

Era uma vez, minha gangue...

Era uma vez minha gangue... Não sei bem se éramos em três, ou  se formávamos um quarteto. Às vezes virávamos um quinteto explosivo. Tudo dependia da ocasião e do grau de loucura que cada um queria celebrar e compartilhar no dia. Mas algo nunca mudava entre esses grupos, nós dois. As únicas peças chaves que habitavam em todos os grupos.
Quantas loucura meu Deus. Quantos excessos, quantas histórias, quantos segredos, quantas risadas. Ponha risada nisso.
E como uma gangue enfrentamos tudo. E depois de tantas tempestades e alguns naufrágios, sobrou algo ali no meio da história, com a aparência de impermeável. Tinha também três sobreviventes bombantes e um mar inteiro aos seus pés. Mar esse, com peixes famintos, sereias com má intenções e uma sensação de sufoco. Nadando num mar, mas 'preso' num aquário.

Alguns laços se perderam nos contratempos da vida. A água, que tanto bate até que fura, tinha levado tudo, inclusive os relógios. E então a história começou a girar em torno do tempo. De quem queria um tempo, de quem perdeu o tempo, de quem parou no tempo, o tempo passou. 
 O mar se acalmou e a ressaca trouxe todas as boas lembranças que ficaram rodando como um rodamuinho, sobrevivendo no mar agitado.
De alguma forma, e por suas razões, cada um saiu pra um lado e achou seu caminho do jeito que pode, tudo contra o tempo. E agora, que ninguém se afogou, acredito que é questão de pouco tempo, para que novamente, somemos dois, três, nós quatro, quem sabe os seis. Afinal, numa gangue o lema principal é a lealdade. Mesmo que ainda, as avessas e perpetuada no tempo perdido ou num lugar distante.


Um comentário:

  1. Uhhh, sempre contador de sua próprias histórias pessoaos e mistura de melancólico e saudosista. Interessante isso é muito comum nós geminianos ser um pouco assim e ter essas características presentes.
    Ester RJ

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