10 maio 2011

O despertar da lagarta presa no casulo

É como se o prazo de validade já tivesse expirado a um certo tempo.
Alguns já perceberam, outros não entendem e tem os que apoiam.
Com certeza alguém tá assistindo e perguntando: - O que se passa dentro desse casulo? Por que essa lagarta não sai logo daí?
O observador não compreende e nem entende. E assim também se sente a lagarta, lá dentro.

O casulo se tornou confortante, aquecido e protegido. Seu único e fiel companheiro. Abandonar por quê?
Por quem?

A lagarta já se preparou pra sair. Houveram umas quatro tentativas - fracassadas. Observou seus erros, os corrigiu e se preparou para sair e...

Continua dentro do casulo.

Alguém precisa dar uma mãozinha, um empurrão pra essa lagarta.
Se continuar assim vai acabar virando morcego e vivendo no escuro. Vai se habituar a longos voos noturnos e solitários. Será que nunca iremos ver as cores dessas asas?

Eu sinto que ela tem um desespero em desabrochar e voar. Esse tempo no casulo não foi de todo ruim. Mas também não é o ideal.
Evolução é a ordem natural das coisas.

Lagarta, de coração, lhe desejo sorte! Porque sinto que seus dias de casulo estão acabando.
Basta deixá-lo de lado. As coisas boas estão chegando, o seu desespero está acabando.
Se permita voar, vai!

6 comentários:

  1. Ai, que medo continua seu inferno astral rsrsrs muito divertido ler essa sua novela.
    Nosso o "voldemort" dá medo mesmo vc sempre fazendo as metáforas no seu texto nossa que drama ehh kkkk!!!!!

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  2. Nota 1000, parabéns que texto ehhh tava inspirado uall é impressionante vc tem alma de escritor alguém já te falou isso totalmente autobiográfico do ser geminano a captar a essência.
    Modéstia parte nós geminanos no mundo das "artes" nós dominamos geral vc deve ter vários talentos artísticos imagino deve cantar,compor,tocar instrumento um violão, atuar, dançar tbm né rsrsr
    A to com aquele parte 2 música muito haver já, passei por aquilo vc escreveu já musiquei e reescrevi ele todo em espanhol muito bom a letra tem sentimento e verdade excelente Rodolfo poppi até sobrenome de artista o poppi rima de popstar total. Ester

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  3. Ualll, simplismente perfeito mais um dos seus belíssimos textos e reflexões e poemas que leio fico passada pode acreditar quando leio um texto, assim, envolvente como seu raro encontrar pessoas assim como você cara vc tem alma de escritor.
    É incrível sua mistura de metáforas e comparações e como vc consegue nisso tudo sem perder o fio da meada seu texto nos leva a desaguar no profundo mar do oceano dos sentimentos e da sua angústia pessoal vc realmente é um legítimo geminiano não tenha dúvidas alguma vc tem talento. Ester

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  4. Parábola do Casulo

    Duas lagartas teceram cada uma seu casulo. Naquele ambiente protegido, foram transformadas em belíssimas borboletas. Quando estavam prestes a sair e voar livremente, cieram as ponderações. Uma borboleta, sentindo-se frágil, pensou consigo: "A vida lá fora tem muitos perigos. Poderei ser despedaçada e comida por um pássaro. E mesmo se um predador não me atacar, poderei sofrer com as tempestades. Um raio poderá me atingir. As chuvas poderão colabar minhas asas, levando-me a tombar no chão. Além disso, a primavera está acabando, e se faltar o néctar? Aquem irá me socorrer?". Os riscos de fato eram muitos, e a pequena borboleta tinha suas razões. Amedrontada, resolveu não partir. Ficou no seu protegido casulo, mas como não tinha como sobreviver, morreu de modo triste, desnutrida, desidratada e, pior ainda, enclausurada pelo mundo que tecera.

    A outra borboleta também ficou apreensiva; tinha medo do mundo lá fora, sabia que muitas borboletas não duravam um dia fora do casulo, mas amou a liberdade mais do que os acidentes que viriam. E assim, partiu. Voou em direção a todos os perigos. Preferiu ser uma caminhante em busca da única coisa que determinava a sua essência.

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    1. e vamos todos voar com as asas que nos são dadas!!! o medo faz parte, mas a sensação de conquista e superação vale muito mais a pena!
      Voa borboletinha, voa!

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