11 setembro 2010

A estrada, o carona e a curva

E em uma noite onde tudo refletia vermelho na sala
Na taça de vinho tinha 'refri'
No cinzeiro só restou o enferrujado
O isqueiro o M. Duende da Alegria confiscou
As palavras cruzadas foram todas devidamente preenchidas
O filme já entreteu e já foi contemplado
E um negócio chamado 'Empty' entrou e resolveu querer ficar
Achou um lugar quentinho perto do miocárdio
Então, nessa morgação sem fim, ele fica lá e eu fico aqui

# Tudo as avessas, acho que o trem descarrilou e no calor da adrenalina, eu nem percebi! @.@

Cheguei no fim da estrada asfaltada e me dei conta que o banco do carona veio sozinho
- Ah não... Me lembrei!!!
Não veio ninguém desde o início da viagem
- Burro!
Aposto que passou tão depressa que não deu a devida atenção as caroneiras que queimavam embaixo do sol, na beira da estrada.
Como que você não viu nenhumazinha?
É, agora taí na companhia do tédio, um carro imenso e uma estrada de terra pela frente.

! Então te daremos uma nova chance, abra os olhos!!! A 100 m o retorno <----

Volta e vai atrás de uma ocupante pro banco do carona
Alguém, alguma hora, algum toque, 'alguma coisa' que substitua aquele incomodozinho no miocárdio
Aquele onde o 'Empty' se alojou
Só não deixa a fumaça seca te cegar novamente! Atenção!
A Felicidade deve tá logo depois da curva
Marcha 5 e pisa fundo! Sem freio!

¿ Mas e se, de repente, logo depois da curva eu abandonasse o carro??

E se eu largasse tudo aqui nessa estrada e fosse Eu, pra beira da estrada pedir carona
Pedir que alguém que tenha uma boa visão, me veja e me leve para dar um passeio ao acaso
Curtir com um som alto, em uma grande e infinita highway
Hum... e agora?

* De qualquer forma, faça a curva e veja o que vem depois...

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