About Me

header ads

Conhecendo a cultura canadense

Desde que cheguei aqui no Canadá tenho experienciado diversas novidades pela primeira vez. Algumas coisas que para Luciana já não eram novidades, para mim, nos auge dos trinta anos, eram completamente novas. A Luciana teve a oportunidade de fazer intercâmbio há 10 anos atrás aqui nessa mesma cidade - Winnipeg - por 1 ano. Ela também já tinha feito um mochilão com amigos pela Europa, então muito do que é novidade para mim, para ela já era conhecido.

Já começa a lista pela língua inglesa. Nunca eu tive que me comunicar em inglês com ninguém. Eu tinha diversos amigos no Brasil que eram fluentes, mas eu não tinha que falar inglês com eles. Até mesmo Luciana que já tinha dado aula de inglês em diversos cursos e escolas, nunca tinha conversado comigo nessa língua.
A partir do momento que fizemos nossa primeira escala do vôo São Paulo - Chicago, já começou essa novidade para mim.
Eu aprendi inglês sozinho, ouvindo amigos fluentes conversarem, traduzindo músicas, assistindo seriados, lendo alguns jornais internacionais. Mas até ai eu não tinha com quem e nem porque praticar. A partir do momento que o avião pousou em solo internacional, já era o português. E até que eu me virei muito bem, tanto que a host family da Luciana sempre elogiava, eu consegui passar em entrevistas de emprego e a cada dia você vai melhorando, aprendendo e aperfeiçoando essa língua nova.

Desde que chegamos em Winnipeg o que eu mais escutei era: "Se prepare para o inverno". Eu nunca tinha passado por temperaturas realmente frias e eu estava muito ansioso para conhecer a neve. No dia 14 de outubro nevou pela primeira vez na cidade. Foi uma neve bem rala e passageira. Mas foi o suficiente para eu pegar meu casaco de inverno, agasalhar nossa cachorrinha Frida e descermos para conhecer essa bendita neve. Luciana, já experiente, ficou revoltada e reclamou muito do fato de nevar antes de começar o inverno propriamente.



Atualmente, no inverno, todos os dias e em todos os lugares tem neve, acho um pouco chato, principalmente quando você tem que limpar o carro todo antes de usá-lo. E com relação a temperatura baixa, no mês de dezembro foi o dia mais frio de todas as cidades do mundo, com sensação térmica de - 47º C. Nada agradável.

No mês de outubro também tive a oportunidade de curtir o Halloween. Eu sei que pode parecer idiota, mas eu estava muito animado para essa data. Depois de anos e anos assistindo filmes sobre essa cultura, eu queria muito vivenciar isso de perto. E vou te contar, fizemos isso em grande estilo. Compramos nossas fantasias com 3 semanas de antecedência. Fomos a uma loja chamada Value Village e consegui minha fantasia do Coringa do Batman onde no pacote já vinha a roupa, peruca e maquiagem. Nesse mesmo dia tentamos achar a namorada do Coringa, a personagem Harley Quinn para Luciana, mas só achamos a peruca. Dois dias antes do Halloween conseguimos achar em outra loja a roupa completa dela.



No dia do Halloween vimos muitas crianças passando de porta em porta pedindo doces, a maioria das casas enfeitadas com tema de Halloween, foi muito legal. Mas o melhor ainda estava por vir. Nos fantasiamos e estávamos prontos para a festa, só faltava um detalhe; a festa. Olhamos na internet e decidimos por ir em um night club próximo a nossa casa onde aconteria um concurso de fantasia e o prêmio seria de 100 dólares.

Chegamos na porta do local e não havia quase ninguém tão produzidos quanto nós dois, o máximo eram pessoas usando uns adereços de cabeça, bem boring. Bateu uma dúvida se deveríamos entrar e passar vergonha ou não. Mas já que estávamos lá, entramos.

Simplesmente fomos a sensação do local. Todo mundo passava pela gente elogiando. O club estava lotado e muitas pessoas pediram para tirar fotos com a gente, especialmente com Luciana - Harley Quinn -. Até que um dos produtores do local viu e nos convidou para o concurso de melhor fantasia da noite. Na hora do concurso tínhamos que subir no palco e dançar com os 4 finalistas e o público decidiria os vencedores em cada categoria (homem e mulher). Não ganhamos, mas nos divertimos muito e jamais esqueceremos dessa noite de Halloween.






O natal também foi uma experiência diferente das minha anteriores no Brasil. A começar que eu trabalhei até as 8 da noite na noite de natal e normalmente esse horário eu estava em casa terminando algum prato da ceia e indo tomar banho para receber os parentes. Por aqui a noite de natal e nada (comparado ao Brasil) é a mesma coisa. As pessoas se reúnem mas a data não é algo importante. Você nem precisa se arrumar todo, você vai encontrar a família, tomar um vinho, conversar e dormir cedo, porque o natal mesmo, por aqui, é no dia 25. Ai sim, no dia 25 tem uma grande ceia, todos os parentes se juntam, acontece a troca de presentes, amigo oculto e todo o processo que no Brasil acontece dia 24 a noite.


O natal é marcado pela neve, pelas meias penduradas na lareira, pela árvore de natal e pela comida que é diferente também. Não tem a rabanada, nem o peru, nem a farofa e muito menos a uva passa. Na verdade essa ceia de natal do Brasil é mais parecida com a ceia do Thanksgivin. Mas a ceia foi deliciosa do mesmo jeito, eu mesmo repeti umas 3x. O povo já tava trocando presente de amigo oculto e eu comendo. Passamos essa data especial com a nossa amada família canadense; Os Melos. Foi ótimo! (tirando que o nosso carro resolveu morrer na noite do natal também).

E já que estávamos só nós dois pela primeira vez, resolvemos nos divertir e fazer um vídeo dançando uma música de natal muito famosa por aqui e mandar para nosso amigos como nosso "cartão de natal".


Um passeio que fizemos no começo do ano que foi minha primeira vez também foi quando decidimos patinar no gelo. Escolhemos um dia em que eu estava de folga do trabalho e que a temperatura estava boa (no dia fazia - 6º). Eu nunca tinha patinado no gelo, nem naquelas pistas de gelo falso em shopping. Luciana já tinha patinado outras vezes aqui em Winnipeg. Quando criança, os dois patinaram muito em patins "normais" no asfalto.



Fomos até o The Forks, alugamos o patins por 5 dólares cada e morrendo de medo de cair e se arrebentar inteiro, nós pisamos no gelo. Eu fui primeiro e entrei no gelo fazendo os mesmo movimentos que meu corpo se lembrava de quando patinava quando criança; funcionou. Luciana com muito medo foi indo devagar, devagarinho e depois de uns minutos ela se sentiu mais confortável e conseguiu patinar. Curtimos a pista enorme de patinação (que na verdade é o rio da cidade que no inverno congela e vira pista de patinação e área para quem quer praticar o hóquei.).
Foi uma experiência muito legal, apesar da dor que o patins causa nos pés depois de meia hora.






E esses são apenas alguns relatos das primeiras vezes que nós experienciamos algo novo na nossa nova vida aqui no Canadá.

Postar um comentário

0 Comentários