14 setembro 2015

Amor na Era Glacial

Toda história tem seus lados...
Eu vou contar a partir do meu ponto de vista, que cá entre nós; acho muito mais legal!

Cá estava Eu - Rodolfo Poppi - com um livro recém-lançado e uma pequena viagem marcada, tudo no final do mês de Abril.
Primeiro de tudo; eu esqueci completamente que uma grande amiga viria de Porto Alegre me visitar e ficaria HOSPEDADA na MINHA CASA, na mesma época dessa minha "tal viagem".
Lá vou eu tentar me virar nos 30: 
1. Contar para a amiga Libriana que eu tinha ME ESQUECIDO dela... 
2. Convidá-la para mais uma viagem. O plano era: ela chegar e passar 1 dia na minha casa e no seguinte viajar novamente...
3. Convencê-la dessa loucura!
4. Arrumar espaço na casa alugada.

Por algum motivo cósmico, ela topou tudo e tudo conspirou a meu favor. Que alívio.

Essa 'tal viagem' era com o intuito de comemorar o aniversário de uma amiga minha (mulher do meu amigo), onde foi alugado uma casa super confortável e bacana lá em Pirenópolis/GO. Daqui de Brasília dá umas 2 horas de viagem de carro.
Acho que fui o último a ser convidado, dentre o grupo de 8 pessoas que já estavam confirmadas. [Não pontuo isso me sentindo aquela criança que é a última escolhida nas brincadeiras de colégio, digo isso, porque vai deixar a história mais romântica.]
Continuando....

Confirmei presença, paguei, me organizei com questões de carro e tal, esqueci-me da amiga vindo me visitar, consertei a cagada e...
Trabalho!
No dia da 'tal viagem', era feriado, porém, entretanto e, todavia, eu tive que me encarregar de uma entrevista, que vale contar que não era serviço meu. 
Mais um pepino...!
Mas que foi contornado 'nos 45 minutos do segundo tempo'.

Enfim, cheguei ao meu destino; Eu, a amiga libriana, a amiga pisciana e o brother aquariano (que também quase não foi por esse mesmo trabalho alheio que surgiu para gente).
Antes de sair de casa as mensagens do grupo bombavam. Os que já tinham chegado lá em Pirenópolis pela manhã, mandavam mensagens pedindo para levar coisas que seriam necessárias e faltava, nos apressavam e também aproveitaram para puxar papo com o desconhecido.
No caso, - agora - minha namorada puxando conversa fiada com o Rodolfinho inocente e recém intitulado autor. 

Durante a organização da viagem no grupo, eu não participava e só lia umas mensagens bem rápido. Não deu muita atenção, eu só sabia que eu estava indo e que teriam amigas da aniversariante lá.
Logo, nunca tinha notado ou conversado com minha namorada.

E ai quando estávamos já pegando estrada, ela começou a 'dar em cima de mim'. Eu gosto de falar que foi isso, mas na real - e sem graça - ela queria que eu levasse meu livro para que ela pudesse ler e entender um outro certo geminiano ai...
NEM DEI BOLA.

Chegamos e cumprimentei todos, apresentei a "amiga esquecida" e por último me apresentei para ela. Ela já foi falando "cadê o livro? senta aqui, vamos conversar, quero te perguntar um monte de coisas".
Eu fui tomar cerveja... hahaha

Quando anoiteceu, decidimos que jantaríamos e depois iriamos para a balada da cidade. Ela se ofereceu para fazer o macarrão para a galera e eu me ofereci para ajudar. E ai fomos os 2 para a cozinha fazer a comida para todos. Ela já veio cheia de perguntas de gêmeos, me esquivei de várias. Na verdade, nessa hora, eu já tinha tido um insight muito forte sobre aquela pessoa. E a voz dela... foi algo tão familiar. Fiquei intrigado.
Instantaneamente soube que eu não a ajudaria coisa nenhuma. E olha que eu sou bom em dar conselho de como as pessoas podem "dobrar" um geminiano. Mas dessa vez, desejei que tudo se ferrasse. E nem sei dizer por quê... Nunca tinha visto ela na minha vida antes.
*Na verdade mesmo, a aniversariante me mostrou 2 fotos dela umas 2 semanas antes da viagem. Na ocasião, minha namorada estava em dúvida de qual vestido ir para uma festa. Eu vi as fotos e escolhi o vestido e ainda mandei o recado de que 'eu pegava'. Mas não tinha prestado atenção de verdade.

Não ajudá-la foi a melhor coisa que fiz. Eu sempre tive em mente que ela de alguma forma tinha interesse em outra pessoa. Mas a espontaneidade como as coisas aconteceram foi incrível, fofo, carinhoso, respeitoso e absolutamente natural. Respeitei ela da maneira que pude. Mas quando menos dei por mim, já andávamos a cidade de mãos dadas, sem que fossemos um casal. 
Na casa que nos hospedamos, dormimos no mesmo quarto. Todo mundo se ajeitou nos quartos e camas, quando cheguei só tinha sobrado uma cama, que ficava no quarto dela, mas que na teoria só podia ficar uma menina. Eu falei um 'caguei' bem alto e botei minha mala na cama. Logo quando cheguei, nem sabia que lá era onde ela dormia.

As pessoas muito loucas na balada perguntavam a quanto tempo namorávamos. Uma loucura. Assumi um papel de namorinho de criança e circulamos de mãos dadas para cima e para baixo. E quando ela largou de mim, se ferrou e cortou a bunda. Foi ter uma conversa fiada com um sujeito estranho sentado no palco e um dos ferros cortou meio profundo a nádega direita dela. Foi sangue para tudo que é lado, quando eu vi estávamos de mãos dadas novamente em direção ao SAMU do local. Chegando lá, eu era -de novo - o namorado e fui o único autorizado a entrar no local que eles fariam um pronto atendimento. A menina gritava tanto de dor, com o detalhe que eles não tinham nem jogado água ainda. Hahaha. Escandalosa!
Eles abriram bem as nádegas dela e me chamaram para ver...
O corte.

Era muita intimidade ao mesmo tempo não tendo intimidade alguma.
E isso se estendeu durante os três dias da viagem.

Quando voltamos já não conseguíamos nos desgrudar virtualmente. E logo depois era pessoalmente. Mas ainda sim sem nada acontecendo.
Quando aquilo que nos prendia já não tinha mais peso e ela resolveu se entregar para aquilo que estávamos construindo, a sensação era de que finalmente tínhamos ganhado o direito de se amar. 
Não surpreendentemente tudo foi completamente perfeito, e calmo, e construído e muito real. 

Eram duas pessoas que foram sempre julgadas como frias e indiferentes para o amor, agora inspirando as pessoas que as cercavam a darem uma olhada naquilo que chamamos de amor. Que irônico, não?
Para celebrar o nosso amor gelado, no dia dos namorados dei a ela um quebra cabeça do filme Frozen. Mas óbvio que ela não era a princesa Elsa do filme, comigo nunca foi.
De alguma forma muito inocente e com sentimentos completamente verdadeiros, eu consegui fazer aquele coraçãozinho sempre pulsar bem quentinho e caloroso.

Nessa suposta incompatibilidade de signos, descobrimos milhões de afinidades; filhos, casamento, futuro, família. Os principais valores e desejos de um casal para crescer juntos, tínhamos em comum. Tinha valido a pena esperar por ela.
Quando digo incompatibilidade, temos algumas, como: Eu tenho horário de trabalho muito flexível, ela - como excelente capricorniana - trabalha 12 horas seguidas por dia. Eu só consigo dormir tarde, ela precisa dormir cedo. Eu sou um ser do Ar, uma pessoa leve e moleca, ela é da Terra é firme e teimosa. Eu sou desprendido e extrovertido, ela é completamente estável e divertida. E possuímos todas as diferenças que possa haver entre gêmeos e capricórnio.

Mas e dai?
Existe algo entre a gente, da qual denominamos de -sintonia - no dia em que nos conhecemos.
QUE SINTONIA É ESSA?
Foi tudo que nos perguntávamos e tudo que não entendíamos entre nós. E essa sintonia significou tanto que virou amor.
E eu acredito que com amor construímos o que quisermos. E hoje eu quero construir minha história com ela e com o amor que criamos, que descobrimos que existe.

Esse amor louco que em alguns momentos nos deixam loucos, possessivos, ciumentos, orgulhosos, fãs, admiradores, inseguros, encrenqueiros, juvenis, aventureiros e acima de tudo; companheiros. Nas horas boas e nas nem tanto assim.

Então para quem dizia que eu não sabia amar, tai meu relato do meu Amor na era glacial.
Derreteu, gente.
E agora transborda e contamina quem passa perto.

Me deixa amar, tchau!

Meu amor, te amo!  E nos amo desde o dia 1.


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